Manuel Garcia Vazquez

(médico, escritor e peregrino)

Um eclipse

Muitos foram os que quiseram ver o encobrir o astro rei. Quadriga de um pseudo deus, amado e odiado. Vem de madrugada, despede-se ainda de início de noite. Em Verão desespera a quem pelo calor e suor desencadeado, abençoado no Inverno dar conforto a velhas e novos.

Um eclipse anunciado e contemplado de montes e terraços. Uns usaram óculos especiais, outros caixas de câmara escura. Foi um momento meio estranho, fez-me lembrar um dos livros de Tintin, no templo do Sol.

Talvez se torne esquecido ao desenrolar dos tempos, usei e experimentei na companhia da família. O Sol efectivamente ausentou-se e abrandou, um silêncio soou, o mar esse até mudou de cor.

Eclipse por além na direção do Ocidente, final de um dia de ainda Verão e os dias vão já encurtando..

Estamos em Agosto e muitos de férias estão, mas o convívio de gentes a olhar os Céus que nos viram nascer e já alguns morrer.

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